quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Fruta mordida

Eu tive um sonho onde você me negava tudo que eu lhe dizia e mandava eu parar de sonhar com coisas que não eram possíveis. Eu esqueci de te contar que o meu desejo mais profundo nesse sonho, era que você me amava cada vez mais em curtos intervalos de tempo e tudo brilhava como diamante.
Acordei engasgando de solidão. Sozinha no escuro e pedindo por luz.

Eu queria te contar que nem tudo que parece impossível, é mesmo.

Há muito tempo atrás, eu pensava estar amaldiçoada por alguém sem amor, mas então encontrei você.

Voltei a sonhar de novo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ensaio sobre a existência

   Há seres que devem simplesmente se conformar com suas existências, nada de discutir ou questionar, aceitar, apenas. Sou assim, sempre fui, resignada com o que sou, com o que represento para os homens, com o que faço. Sempre serei.
   Há anos pertenço à um mesmo homem, e não posso me queixar de maus tratos, pelo contrário, ele sempre nutriu por mim uma fascinação que beirava o doentio, para dizer a verdade: não beirava, ultrapassava a barreira do moral aceitável. O prazer que ele sente ao me manipular em suas mãos é imoral.
   Certas noites, eu era retirada da minha inércia por suas mãos obsessivamente trêmulas e quentes, suando um terror insano de quem iria atravessar os limites de si mesmo. Apertava-me sem cuidado, agressivo, frio, mas me movimentava em linhas precisas, em diversas direções.
   Eu era jogada ao ar e, sem aviso, atingia uma superfície delgada, rasgando-a, não por vontade minha, mas pela imposição daquele que me detinha e pela naturalidade da minha essência. Sim, sou capaz de ferir com precisão e matar sem prévia consciência.
   Não é explicado à mim ou a outras de minha natureza que aquela substância quente e viscosa, que escorre por mim e em toda a minha volta, significava algo ruim ou condenável. Falam de morte, por ela soluçam e berram, mas não é oferecido à mim o conhecimento de tais coisas.
   Eu sigo os movimento para os quais sou guiada, não sei e não respondo pelas consequências deles. Falam de crime, assassinato e tragédia, chamam-me de arma branca, mas para mim, eu sou só um produto dos homens: ferro fundido em cabo de madeira. Eis o que sempre fui, o que sou e sempre serei.

Giuliana Sona, Paula Tramontano e Salete Corrêa

sábado, 27 de outubro de 2012

comigo

Será que vai ser assim? Pra sempre?

Eu sempre falei demais, demais até do que eu mesma poderia lidar. Mas eu acredito que para de ser difícil se expressar a partir do momento que você tenta. Tentar, sabe?
Não é culpa de ninguém, mas eu me sinto diminuída em milhares de pedaços quando vejo o teu sorriso forçado, o teu olhar vacilante... O medo de te perder, de perder tudo o que me baseio, o medo de nos perder em algum lugar pelo caminho... toma conta. Toma conta de mim.

Conte. Comigo.


"You shine brighter than anyone"

quinta-feira, 26 de abril de 2012

                  Valsa para o inferno - Fotonovela


Giuliana Sona
Salete Corrêa
Paula Tramontano
Letícia Fudissaku

quinta-feira, 5 de abril de 2012

every breath you take

Nunca foi necessário me dizer o que sentir. Nunca foi necessária a certeza que você sente o mesmo.

Cada noite, cada sorriso, cada olhar... Bem... Eu já sabia.

Não há um começo, nunca há. Eu não sei dizer onde foi que decidimos ser assim, tão certos. E se eu paro pra pensar, vejo que não há explicação... Nós não temos uma.

Eu nunca pensei em como seria caso não fosse nós. Eu não preciso disso. Minha imaginação não vai tão longe pra imaginar o que é impossível em um grau tão alto assim.

Esquente minhas mãos. Suas mãos quentes, as minhas mãos gélidas.

I heart you, pea.

domingo, 1 de abril de 2012

herz

Arranco de minhas próprias mãos como se estivesse infectado. Coloco-o de volta em seu devido lugar. Encaro-o com maravilha. Digo que me pertence. Não o colocaria em outra posição, a não ser desse jeito, dentro de mim.
Bate por dentro, em todos os cantos, assombrando uma canção verdadeiramente mórbida. Sempre há uma morte. Seja física ou sentimental. No nosso caso? Física, certeza.

Há sempre um vazio à ser preenchido, mas não agora. Não em nós.
Há sempre uma conversa à ser terminada, mas não hoje. Não com a gente.

E eu? Eu não vou cansar de você, desde que ele continue a bater.

Ritmado, parecendo cansado, mas sempre, sempre, pulsando apaixonado.

quinta-feira, 22 de março de 2012

10+1

Recebi essa proposta da fofa da Lorenna, uma blogueira super charme: http://milalices.blogspot.com.br/

Dizer 11 coisas sobre a minha pessoa... então, vamos lá...

1. O que você mais gosta de fazer no mundo
Nunca parei para pensar nisso, mas se tem uma coisa que eu nunca abriria mão é do tempo que passo com a minha família. Então, creio que ficar com eles é o que eu mais gosto de fazer.
2. Um sonho
Posso ser clichê? Não? Ah... diria que conseguir dirigir um curta-metragem é o meu atual sonho.
3. Um livro
A menina que roubava livros - Markus Zusak (aliás, esse cara é genial)
4. O que você mudaria no mundo
A educação das pessoas
5. Estação preferida
Outono e Paraíso.
6. Um filme inspirador
Inspirador em qual sentido? Creio que "Amèlie Poulain" me inspirou a entrar nessa área cinematográfica, mas inspiração no sentido de ser uma pessoa melhor, não há.
7. Uma pessoa
Não gosto de simplificar as coisas desse modo... Mas digo que Chico Xavier é uma grande pessoa.
8. Um lugar
Tantos. Colorido. Preto no branco. Branco no preto. Calmo. Agitado. Diria que adaptável é a melhor opção.
9. Porque você criou o blog
Precisava de um lugar onde minhas emoções não fossem pré julgadas por mim mesma. No pós julgamento é aceitável, mas meus posts são bem espontâneos e eu nem vejo o que escrevo para não influenciar a mim mesma nos sentimentos... Aha, que complexo isso pareceu... Enfim.
10. O que você mais fala
"Mano". É... gueto feelings.
11. Diz o que te vier à cabeça
Seja você, sendo o que é de verdade.

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'... siga o vento, minta o tempo, siga o vento e para mim sendo, eternos, assim, inquietos... tempo'