sexta-feira, 5 de abril de 2013

Valores

Desde pequena meus pais me ensinaram os valores do mundo. Já fiz coisa errada mesmo tendo em mente esses valores.
O valor das pessoas foi a coisa mais importante que eles me ensinaram e graças a Deus, eu consegui manter isso dentro de mim. Lógico que, às vezes, eu me pego pensando uns absurdos e me cobro.

Durante todo esse tempo de existência, já me perguntaram coisas que eu achava impossível alguém ter dúvidas ou querer saber o motivo. "Por que você dá comida pra eles? Eles tão na rua porque querem" e "Bem feito, foi tentar ajudar" talvez sejam os que mais me marcaram.

Eu sinto que há algo errado na criação de muitas pessoas. Não estou falando que sou perfeita, alias, longe disso, são tantos defeitos conhecidos e desconhecidos que qualquer um perderia a conta, mas pelo menos eu sei o que respeito significa, sei o valor das pessoas e sei o quanto algumas coisas, por mais insignificantes que sejam para nós, podem ter valor para outros.

Religião é algo que eu só concordo com o significado literal e não o que as pessoas fazem dela.

Falar em Deus não é vergonha. Por que algumas pessoas dão risada ou acham irônico?

Eu acho que se você já teve muita merda na sua vida ou no mundo e quiser parar de acreditar em algo superior, o problema é seu. Não ria ou ache irônico que algumas pessoas acreditem.

O problema não é a crença dos outros, e sim a ignorância que existe em relação a tudo que existe no mundo.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Lembranças

Cada vez que ela pensava, tudo parecia um sonho. De pouco em pouco, nublado, fechado, triste, triste.
A imagem de uma faca, um pulo sincronizado entre os pés e o coração. Medo, medo, medo. E nada mais.
Apenas um vulto, uma coisa brilhando, uma sensação de nojo e os pés batendo cada vez mais rápido no asfalto escuro.

Agora é olhar para os lados, se permitir tentar enxergar a maldade, o brilho que não é do olhar.

Como confiar de novo?

Ela só queria pegar o caminho mais curto. Não curto o suficiente.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Fruta mordida

Eu tive um sonho onde você me negava tudo que eu lhe dizia e mandava eu parar de sonhar com coisas que não eram possíveis. Eu esqueci de te contar que o meu desejo mais profundo nesse sonho, era que você me amava cada vez mais em curtos intervalos de tempo e tudo brilhava como diamante.
Acordei engasgando de solidão. Sozinha no escuro e pedindo por luz.

Eu queria te contar que nem tudo que parece impossível, é mesmo.

Há muito tempo atrás, eu pensava estar amaldiçoada por alguém sem amor, mas então encontrei você.

Voltei a sonhar de novo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ensaio sobre a existência

   Há seres que devem simplesmente se conformar com suas existências, nada de discutir ou questionar, aceitar, apenas. Sou assim, sempre fui, resignada com o que sou, com o que represento para os homens, com o que faço. Sempre serei.
   Há anos pertenço à um mesmo homem, e não posso me queixar de maus tratos, pelo contrário, ele sempre nutriu por mim uma fascinação que beirava o doentio, para dizer a verdade: não beirava, ultrapassava a barreira do moral aceitável. O prazer que ele sente ao me manipular em suas mãos é imoral.
   Certas noites, eu era retirada da minha inércia por suas mãos obsessivamente trêmulas e quentes, suando um terror insano de quem iria atravessar os limites de si mesmo. Apertava-me sem cuidado, agressivo, frio, mas me movimentava em linhas precisas, em diversas direções.
   Eu era jogada ao ar e, sem aviso, atingia uma superfície delgada, rasgando-a, não por vontade minha, mas pela imposição daquele que me detinha e pela naturalidade da minha essência. Sim, sou capaz de ferir com precisão e matar sem prévia consciência.
   Não é explicado à mim ou a outras de minha natureza que aquela substância quente e viscosa, que escorre por mim e em toda a minha volta, significava algo ruim ou condenável. Falam de morte, por ela soluçam e berram, mas não é oferecido à mim o conhecimento de tais coisas.
   Eu sigo os movimento para os quais sou guiada, não sei e não respondo pelas consequências deles. Falam de crime, assassinato e tragédia, chamam-me de arma branca, mas para mim, eu sou só um produto dos homens: ferro fundido em cabo de madeira. Eis o que sempre fui, o que sou e sempre serei.

Giuliana Sona, Paula Tramontano e Salete Corrêa

sábado, 27 de outubro de 2012

comigo

Será que vai ser assim? Pra sempre?

Eu sempre falei demais, demais até do que eu mesma poderia lidar. Mas eu acredito que para de ser difícil se expressar a partir do momento que você tenta. Tentar, sabe?
Não é culpa de ninguém, mas eu me sinto diminuída em milhares de pedaços quando vejo o teu sorriso forçado, o teu olhar vacilante... O medo de te perder, de perder tudo o que me baseio, o medo de nos perder em algum lugar pelo caminho... toma conta. Toma conta de mim.

Conte. Comigo.


"You shine brighter than anyone"

quinta-feira, 26 de abril de 2012

                  Valsa para o inferno - Fotonovela


Giuliana Sona
Salete Corrêa
Paula Tramontano
Letícia Fudissaku

quinta-feira, 5 de abril de 2012

every breath you take

Nunca foi necessário me dizer o que sentir. Nunca foi necessária a certeza que você sente o mesmo.

Cada noite, cada sorriso, cada olhar... Bem... Eu já sabia.

Não há um começo, nunca há. Eu não sei dizer onde foi que decidimos ser assim, tão certos. E se eu paro pra pensar, vejo que não há explicação... Nós não temos uma.

Eu nunca pensei em como seria caso não fosse nós. Eu não preciso disso. Minha imaginação não vai tão longe pra imaginar o que é impossível em um grau tão alto assim.

Esquente minhas mãos. Suas mãos quentes, as minhas mãos gélidas.

I heart you, pea.