domingo, 7 de agosto de 2011

Terra

A vida seca de um lado do horizonte. Pedaço por pedaço. Cai aos prantos na terra enfeitada de cheiros e rituais místicos, soa desgosto por ser o que é: chão.
Pés descalços, unhas atoladas na secura das gotas pobres que lhe inflam a testa, os lábios. E passo por passo, segue a direção do norte, ofuscando qualquer urubu que ouse pousar em sua natalidade. Era maior, seguro de si, da morte, da vida, dos trajetos que o levariam até o descaso. Por enquanto, ainda era Homem.
O sol desapareceu vagamente e ele conseguiu ver suas estrelas. Revirou os olhos e caiu morto. Agora, era homem morto.

2 comentários:

Lorena Rocco disse...

Nossa,
é um dos textos mais escuros que li aqui.

COMO SEMPRE, ótimo.
=)

Anônimo disse...

Agora, era homem morto\