sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Inocente e maduro

A cidade parece mais cinza sem você. Sem querer. Você apenas conseguiu colocar cor no que sempre fora a mesma coisa pra mim. E apesar da certeza de que você está tão longe agora e que mesmo quando voltar continuara longe, eu te quero ainda mais. Eu senti um conforto irreversível só de pensar que você pisava na mesma cidade que eu. Até o tempo hoje pareceu refletir uma certa tristeza, talvez por ele saber que você está mais longe ou talvez porque ele saiba que eu sei que vai demorar a voltar.
A gente teima em falar que sempre parece a primeira paixão quando ela acontece. E apesar da ironia da vida, eu não estou sabendo lidar com essa. Já é noite aqui e eu não consigo, como você sabe, da janela do meu quarto, ver os melhores momentos.
Eu preciso de você não para me satisfazer, eu só preciso saber que você esta onde eu possa alcançar. Que eu saiba, que eu exploda a minha mente de tanto pensar mesmo sabendo, você só precisa estar.
Hoje tambem não há estrelas no céu. Não há vento forte. Há uma escuridão pálida e as luzes dos prédios. Eu queria poder olhar para um desses prédios e imaginar você instalado no seu hotel, dentro do seu mundinho. Veja bem, você não estaria comigo, mas você estaria onde eu poderia alcançar, a pé, correndo.
E talvez seja uma grande besteira, uma grande falta de sensibilidade eu falar que você não esta comigo, porque eu sei que esta. No meu coração. E isso deveria bastar.
Bom, acho que pensei melhor. Isso basta. É mais do que o suficiente pra eu saber que você existe e vai continuar existindo. Aqui ou em qualquer outro lugar.


De uma carta que nunca vai ser entregue, á vocês.

2 comentários:

Neuro-Musical disse...

Nossa
Que texto bonito! Realmente. quando perdemos alguém especial, seja por falecimento ou por qualquer outra coisa, sentimos um vazio muito grande...

http://cerebro-musical.blogspot.com

Brunna disse...

Perder alguém é algo torturador...
Beijão :)